terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Você esqueceu a chave do carro na minha bolsa.

Tudo se resolveria assim mesmo. Nada simples. Confuso, me aguça ainda mais. Ânsia de escolher. Ânsia de negar. Mas, tudo bem. Nada fora pré escrito. Nenhum manual de instruções indicando o que deveria ser feito ou não.

Sentidos,
sentidos,
sentidos.

A razão já se mostra bipolar, distante. O calor se envaidece e me move:

– Sem arrependimentos, sempre!
– Fala isso por você ou por mim? em meio a dúvida, surgiu a questão.
– Falo isso por nós!

Como um sussurro, o silêncio se fez de modo ligeiro.
Calou-me com o mesmo veneno.

postado [originalmente] em: 1 de Março de 2006 ás 04:19