terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Feliz Páscoa!

E começa a sessão mais clichê de todo o ano. Desencadeada, obviamente, pela data mais capitalista do calendário mundial: reverências natalinas (tic).

Dia 24, véspera do dia 25. Ai ai, nascimento do menino Jesus? Que isso! Vamô é pro shopping gastar horrores. Isso é o que orna! (ps: sem nenhuma apologia religiosa). Acho tão surreal considerarmos, de modo extremamente fervoroso apenas dois dias do calendário. Acho minímo, acho pouco. Odeio o "achismo", por isso escolhi tão medíocre verbo pra demonstrar o que eu "penso" á respeito.

Portanto, não me venha com desejos de Feliz Natal, Boas Festas, Feliz Ano Novo! Bah! Meus anos possuem 365 dias; dos quais vivo de modo intenso, abrupto e inesperado. Não vejo teoria mais infeliz á que atribui apenas dois dias de suma relevância.

Escrevo isso porque fiquei puta mesmo! Minha caixa de e-mails lotada, scraps á la ctrl/c + ctrl/v (ou a poha do meuorkut.com), cheia de mensagens de desconhecidos que se sentem na obrigação de me desejar FELIZ ANO NOVO!

Eu gostaria de pensar que cada mensagem recebida detém conotação verdadeira. No entanto, eu sei que ansiar "toda a felicidade do mundo" pra mim, não é dividir a sua felicidade comigo. Mania de gente hipócrita isso. Não quero isso próximo de mim. Nem em 2006 nem em ano algum! Pelo contrário, eu faço absoluta questão de ter pessoas excêntricas 25 horas por dia comigo. E, que estas compartilhem surpresas com a minha vida. Aliás, especificamente pessoas que me surpreendam. Daquelas que me deixam contentes com uma ligação inesperada no meio da madrugada. Daquelas que lutam por mim, que me peçam aquele abraço "quebra-costela". Daquelas que me apresentam sempre coisas novas. Daquelas que venham em casa sem avisar. Daquelas que me acordam de manhã abrindo a janela do meu quarto e gritando "bom dia". Daquelas que me façam querer estar ao lado delas. Daquelas que planejam viagens mirabolantes pelo mundo todo. Daquelas que me passam cola no meio de uma prova bizarra, percebendo que eu não estudei poha nenhuma. Daquelas que bebam tequila comigo, que brisam comigo. Daquelas que me deixam bilhetes inesperados. Daquelas que tiram mil fotos comigo, mesmo que nenhuma fique boa o suficiente. Daquelas que me aconselham. Daquelas que brigam comigo e fazem ás pazes o mais rápido possível. Daquelas que gritam em montanha-russa. Daquelas que me levam pra melhor balada do universo, nem que essa "ultra-balada" seja ficar em casa vendo filme e comendo pipoca. Daquelas que me contam as histórias de suas vidas, que se tornam minhas amigas e que me façam querer ser amigas delas em constância equivalente. E principalmente, eu amo aquelas pessoas que vêem nos problemas a oportunidade de começar tudo de novo (...)

Tenho sorte em conhecer pessoas com tal adjetivo.

Feliz Ano Novo poha!

postado [originalmente] em: 30 de Dezembro de 2005 ás 12:13