terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Quando chega dezembro

Clamores natalinos (tsc tsc), todas aquelas luzes na cidade e a leva de clichês de todo ano me fazem escrever agora. A propósito, sem certeza, afirmo que boa parte do que fora sublinhado por aqui é cercada de fatos não previsíveis e com um teor de atualidade embriagante. Posso ser uma fábrica de clichês; enquanto eu tiver o controle isso é bom – e vício é vício, sempre.

A temporada 2006 foi inexorável, para não falar outra coisa. Digamos que 80% dos planos pensados meticulosamente não foram colocados em prática. Isso significa que os outros 20% restantes foram? Não. Digo 'não' sem dor alguma, pois tudo acontecera atipicamente, da melhor maneira e do jeito que eu mais gosto. Quem me conhece bem, sabe que a falta de rumo é algo encantador para mim, de verdade.

A guria conhecida como 'aquela do piercing no nariz' fez muita brincadeira com essa vida. Descobriu que o mundo é um moinho repleto de segundos, cabendo a ela buscar pelo seu tempo e fazê-lo valer. Segurava o relógio com os dedos, prendia cada milésimo.

Arrumou o que fazer, depois desfez. Não ficou parada. Mania de foto em preto e branco, só não mostrou para ninguém. Percebeu que não gosta de atender ao telefone, contudo, adora ligar para ouvir a voz dele. Dançou com muitos ‘alguéns’ – dançaria mais, dançaria com todo mundo e levaria um tudo de cada. Evoluiu, musicalmente falando. Aceitou alguns convites e até fugiu de um deles. Ainda gosta de vodka com energético. Gosta mais ainda de tequila. Tattuou pra vida inteira. Adquiriu uma adoração repentina por psicologia. Casou por amor e pediu divórcio pela liberdade. Ficou feliz, mas não chorou nem por alegria; complexidade elevada, bem a cara dela.

Cantadinhas baratas, bebidas quentes, pessoas quentes. Cercada por almas pensantes, dessas que gostam de ler as crônicas de Xico Sá e ouvem Björk. Conheceu figuras que nem ousaria idealizar. Aliás, essas pessoas 'não idealizadas' são as que costumam gerar reflexões desmedidas e que não a deixaram dormir algumas vezes.

Faltou fôlego na hora. A vontade ficou de graça, não foi embora nem no final do ano. Clichê por clichê, isso não muda e ela adora.

Mais 365 dias desproporcionais, ao som de Stereophonics, de muitos rascunhos e teorias absolutas.

A propósito, sabe a recente paixão assumida pela prática da psicologia? Isso tem a ver com a sina atribuída ás vontades de todo dia, uma de cada vez ou todas num turbilhão etílico.

Quero tudo isso por muito tempo, ponto.

postado [originalmente] em: 28 de Dezembro de 2006 ás 16:36