terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

desire.

[Estação: Novembro]

Cuidando do jardim que lhe fora dado. Regava as plantinhas com todo o zelo, como quem cuida de um amor; daqueles que dá vontade de guardar num potinho, lançar a chave e rogar para que aconteça no tempo certo. Bem dito: tempo; que se move sozinho e sorrateiro, brinca com os sorrisos, enfeitiça a dona do jardim e vai embora. Cada capítulo se faz quando se permite olhar ao redor. Pessoas bonitas – por fora, por dentro, pelos lados – um resumo de você. Me afinco em convidá-lo a morar em meus olhos, mas acabo por me proteger de qualquer sensação tua.

Brisa. A saída noturna, para qualquer lugar. Ela colocou o melhor de si, beleza materializada em fragrância doce. Um corpo a mais, uma bebida a mais e qualquer verdade é bem vista. Aliás, todos aceitam mentiras com mais facilidade. Porém, mesmo podendo causar algum tipo de reação, a verdade era fato. Digo, a verdade dela.

"Tudo tem um fim, a gente sabe", disse em uma frase escondida.

Idéias dissolvidas em abstrações subjetivas, esse tipo de diálogo é atraente. Há tanto prazer nisso, em vê-lo sofrer.

Hora certa, pessoa errada.
Hora errada, pessoa certa.

Prefiro errar na hora certa.

postado [originalmente] em: 2 de Novembro de 2006 ás 23:50