'Eu tenho um amor. Desses que não cabem no peito e se abrigam em toda e qualquer parte do corpo. Não me sai da cabeça, faz as pernas correrem rápido quando chama, toma nas mãos o acalento que assegura, rouba um lábio de cá e um sorriso entralaçado em doçura de lá, faz vibrar o peito, um frio na barriga [desses que não se pode controlar]. É triste admitir, mas eu sei que existe uma impressão clara nisso tudo, e esse é o ponto: admitir e ter certeza é crucial e doloroso quando há correspondência. E se há, que não seja dor. Pois antes a dúvida em forma de corpo do que o contentar-se acreditado e fulgaz de sentir por perto.'+++
Escrito em 2007 - e guardado por motivos que ainda desconheço -, mas fazendo um sentido imenso exatamente agora.
[Smashing Pumpkins atesta]