Ao ver os seus pés caminhando em uma fração de segundos que eu adoraria poder controlar, me vieram de tino o senso e o total entendimento do quão satisfeita estava por ter esperado a seqüência de tempo que esperei.O fato é que esse 'total entendimento' me trouxe uma série de dúvidas e inquietudes. Dúvidas por conta de que estas aparecem sempre que penso em alguma constância referente à necessidade de planejar - vulgo idealizar -, que nada me agrada, ao contrário: significa uma doce tortura. Inquietudes conseguem me deixar em um estado confortavelmente desconfortável; ao passo que me traz um riso pela existência tua, também me traz uma falta de senso um tanto quanto oblíqua, obrigando-me a fazer coisas que eu não pensava que faria.
Tantas outras vezes me senti declinada à escrever diretamente à tantas pessoas, mesmo que não lessem absolutamente nada; a vontade de escrever era minha - e só.
Agora, torna-se tão rigorosamente excitante perceber emoções que desperdicei para, em troca, nos termos tão próximos.
Mas o sabor do sentir 'verdadeiro' é tão mais desconhecido; e não chega nem a ser um sabor, nós é que deslumbramos uma imaginativa sede intangível de querer saber o gosto de tudo. E, justamente, o que é verdadeiro não tem sabor, cheiro nem cor alguma. Somente nos apetece com a sua adorável indelicadeza de nos deixar a mercê de um poder que nos deixa fraco, e supostamente sossegados em uma tênue linha curvativa amorosa e viciante.
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Ressalva: disseram-me que a eternidade um dia será tragada pelo acaso. Ainda não tenho juízo a respeito de tal tese.