[Tom Wolfe, na imagem]Essa pergunta é um puta clichê, até porque eu mesma não tenho uma resposta fechada pra isso, mas me diga o que te levou a fazer jornalismo.
"Um clichê do cacete mesmo (risos). Meu pai. Apesar de não ser jornalista, foi o meu pai que impulsionou isso. Ele era muito culto. Assim, hoje eu tenho cinco mil CD’s, ele tinha dois mil vinis (...) As reuniões da turma dele eram em casa, muita Bossa Nova, muita MPB setentista, ele escrevia poesia, lia, escrevia para jornal, foi radialista em rádio. Ele sonhava, ele queria ter feito jornalismo e nunca fez. E isso me fez, primeiro a gostar de música, que foi o 'start' inicial; e me fez ter vontade de ser jornalista. Foi uma coisa não pensada e lógico, esse foi o primeiro 'start' assim, aquela primeira coisa 'nossa, que legal', 'deve ser legal fazer isso', 'meu velho faz isso e tal'. E depois foi quando eu comecei e ler muito sobre música e lendo as pessoas que me ensinaram a gostar de textos e música."
Quem me respondeu foi o querido Marcelo Costa – editor de homes, jornalista (com alma de publicitário, e isso é muito bom), um-cara-que-escreve-tudo-que-a-Talita-gosta-de-ler, e o único que consegue misturar Calmantes com Champagne. Mister Costa é leonino com ascendente em touro e fã de caipirinha de vodka; aliás, se eu lembrasse dessa parte da caipirinha eu não teria convidado o Mac para uma entrevista na Bella Paulista, deveras. Mas como se tratava de uma terça-feira – típica da paulicéia desvairada, com ventos inevitáveis e um espectro de garoa –, e eu teria aula no outro dia, o jeito foi aproveitar a Bella e o seu adorável ambiente de sempre.
[Vivendo um TCC freneticamente]