- Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraca para entrar.
- Acho espantoso viver, acumular memórias, afetos.
Silêncio.
- Não, meu bem, não adianta bancar a distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo.
- (...) você não sabe como tentei me interessar pelo desinteressantíssimo.
Nostalgia.
- A gente se apertou um contra o outro. A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro.
- O tempo que temos, se estamos atentos, será sempre exato.
Constatação.
- Quem diria que viver ia dar nisso?
- Loucura, eu penso, é sempre um extremo de lucidez. Um limite insuportável.
- Acho espantoso viver, acumular memórias, afetos.
Silêncio.
- Não, meu bem, não adianta bancar a distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo.
- (...) você não sabe como tentei me interessar pelo desinteressantíssimo.
Nostalgia.
- A gente se apertou um contra o outro. A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro.
- O tempo que temos, se estamos atentos, será sempre exato.
Constatação.
- Quem diria que viver ia dar nisso?
- Loucura, eu penso, é sempre um extremo de lucidez. Um limite insuportável.
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Diálogos recortados criteriosamente pelos escritos de Caio Fernando Abreu. Todos.
Porque quando nos falta senso de apetite em segmentar sentimentos, é viável usar recursos de quem sabe o que fazer com as palavras.