domingo, 27 de abril de 2008

A Melhor.

Ela canta como se tivesse uma dor ou uma culpa muito grande - não consigo definir se é dor ou culpa, mas um dos dois deve ser. A voz rouca traz a melancolia exata, apesar da tênue linha de doçura [que me cativa]. Palavras soluçantes, embora deixem um conforto a cada pausa de respiração dela.

Once I wanted to be the greatest
No wind or waterfall could stall me
And then came the rush of the flood
Stars of night turned deep to dust

Mistura de uísque com chá de camomila. Em tom de soul, piano e sax, com o propósito de simular algum movimento da pélvis. A propósito, as pessoas têm a mania de balançar a cabeça ou deslocar o pé no compasso da música. Outras não. Deixam os pés em latência - por conta do quesito confortabilidade, apenas por isso. Minha cabeça continua imóvel, como se estivesse amarrada entre a altura da costela e o teto da sala. Consegue imaginar?

There's nothing like living in a bottle
And nothing like ending it all for the world
We're so glad you will come back
Every living lion will lay in your lap

[Ao som de MGMT, como se não houvesse o amanhã. O estranho é escrever sobre Cat Power com 'Eletric Feel' na cabeça].